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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sewing: First steps

No translation because I'm lazy today.

Durante minha vida acadêmica me dediquei pouco a matérias como modelagem, costura e acabamento. Eu não tenho defeitos para apontar no que me foi oferecido na universidade e agradeço por tudo, mas isso me leva a um problema sério na maioria dos alunos de moda no Brasil: a ilusão que muitos tem de que vão criar peças mirabolantes sem conhecer o mínimo necessário sobre processos técnicos envolvidos no desenvolvimento de uma peça.

Entre alguns alunos, há essa ideia de que como designer/estilista você vai desenhar e haverá uma equipe de modelistas e costureiras esperando suas ordens para tornar reais as "obras de arte" inventados pela sua mente genial de criatividade inesgotável. Sinto informar quem está se formando com o intuito de ser estilista e ainda faz trabalho com cola quente sem saber fazer uma pence, mas no mercado, ou você é rico, tem muita sorte (pode sim acontecer), ou meu filho, cê tá f*dido. Depois de começar a procurar emprego eu percebi uma dura verdade: há muita gente para desenhar, e poucas para produzir. Tem gente que, exageradamente falando (eu oi), acha que desenhando e cortando um retângulo vai magicamente fazer aparecer uma saia godê guarda-chuva-com-10-folhas-de-saia-plissadas-duplo-twist-carpado-invertido-grupado-fazendo-o-símbolo-da-paz-enquanto-ouve-Lady-Gaga (eu oi). Só que isso não vai acontecer, porque nem tudo funciona na realidade como no desenho. Saber fazer uma peça de roupa deveria ser uma obrigação de quem quer ser estilista, e não um bônus. E eu me incluo nessa crítica, porque eu fui sim uma aluna que nunca valorizou o trabalho manual, e fui descobrir mais tarde que ele é essencial e indispensável.

Bem, depois de ouvir em várias entrevistas de emprego "precisamos de gente que saiba fazer as coisas, e não só sonhar", eu resolvi tirar o ano para sair do mundo mágico da Disneylândia, colocar meu ego lá embaixo e tentar mudar meu status de n00b em costura e modelagem pegando uns levels, para daqui uns anos eu ser uma costureira de mão cheia e um estilista de verdade, que é o meu objetivo. Agora eu gostaria (finalmente) de mostrar as primeiras peças que saíram do meu ateliê pessoal:

PS: Estou montando meu ateliê aos poucos, então infelizmente ainda não comprei um manequim para colocar as peças, o que dificulta para fotos. Sorry.

saia reta



A saia reta é tradicionalmente a primeira peça que aprendemos em um curso de corte e costura. Eu fui costurar minha primeira aos 23 anos (elaiá). Fiz ela de lã com estampa de pied-de-poule com glitter, barra larga, um cós de 4 cm, zíper normal e um botão forrado na parte de trás. Foi hiper divertido fazer essa peça, e o resultado dela no corpo ficou ótimo.


vestido chamisier







Meu primeiro vestido e a primeira manga que eu prego (deu errado umas 10x). Ele é super acinturado, mas infelizmente não aparece na foto. Eu fiz um laço vermelho para combinar com o tecido de poá branco com fundo azul marinho e deixar ele mais meigo. O acabamento dele foi feito inteiro com costura francesa/embutida.

saia evasê longa



O evasê é amplo. É uma saia super simples de fazer e eu fiz o acabamento com revel e um zíper invisível na parte de trás. Essa é a peça que eu mais uso das três, e veio no momento certo. O tecido é 100% algodão.

Depois dessas três peças fiz blusas, outras saias, inclusive uma toda cheia de babados em cetim de seda, algumas anáguas (ainda pegando o jeito da coisa) e estou trabalhando em um blazer com gabardine. Mostrarei mais peças no futuro. Caso você queira se iniciar no maravilhoso mundo mágico da costura, mas acha que não é bom nisso, que não tem talento, que está velho demais mimimi mande um belo fod*-se para sua insegurança! A primeira saia que eu fiz na faculdade literalmente derreteu e descosturou e minhas professoras juravam de pés juntos que eu destruiria absolutamente qualquer pano que passasse pela minha mão (já me falaram isso). Só que se eu estou conseguindo, e com muito esforço e dedicação, você também consegue. Sim, você vai destruir uns muitos panos pela frente, suas saias vão ter pontas no início, a cava não vai bater com a manga, mas continue, porque nada vem fácil, e acredite, a melhor costureira ou modelista que você conhece já deve ter destruído uma dezena de panos antes de chegar lá! Não desista!


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Batalha


Hoje vejo todas as vezes que me deixaram na mão, seja em festas ou em momentos em que realmente precisei, além da falta de esforço em tentar compreender as razões que me motivaram a tomar certas atitudes, sendo elas próprias ou não. E isso depois de todas as pitangas que choraram, as vezes que cuidei de um ou dois bêbados, e os problemas que me comprometi a resolver, mesmo não sendo meus... mesmo sem pedirem. Mesmo sem agradecerem. Mesmo sem lembrarem.

Dizem que o mal só é cortado pela raiz. Cortando relações com aqueles que não nos acrescentam mais que algumas conversas fúteis de bar. Por um amigo se luta uma guerra, se sacrifica... uma amizade verdadeira vale mais que cem conhecidos divertidos, ainda mais os com tão pouca inclinação a honra e tanta a ingratidão. Pelo valor inestimável que possuem um cavaleiro, uma vampira, uma cigana, uma mago e uma  escritora... eu mandaria ao inferno mais um milhão de Audreys e Amys.

Meu maior orgulho é ser uma babaca, que conhece devoção e amizade de uma forma que poucos conhecem e que vai lutar por esses ideais até a morte. E que venha a próxima batalha...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nada além de vapor



Fala de Tolkien como se fosse especialista.
E Star Wars como um antigo fã.
Diz ler livros que nunca leu.

Fede por fora e por dentro.
Ostenta caráter e aparência que não possui.
Por último: o pior inglês que já se ouviu.

Tudo por uma boa piada em redes sociais...
Nada além de vapor.

Fonte 1