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domingo, 14 de outubro de 2012

Haru e Natsu

Ontem assisti a minissérie Haru e Natsu da NHK. Ouvi falar de Haru e Natsu pela minha avó, uma Oba-san viciada em novelas japonesas. Tenho muito interesse por tudo o que diz respeito a imigração nipônica no Brasil, já que sou fruto dessa troca de culturas, e mesmo não gostando de doramas/novelas, achei que valia a pena dar uma chance a Haru e Natsu.



A minissérie conta a história de duas irmãs que perdem contato durante 70 anos por conta de cartas que não chegaram a seus destinos. Haru, a irmã mais velha, vem para o Brasil com a família para trabalhar como dekassegui em fazendas de café, com o intuito de voltar ao Japão depois de 3 anos. Já Natsu permanece no Japão, impossibilitada de vir ao Brasil com a família por ter contraído tracoma, e com a promessa de voltar a ver seus pais e irmãos em breve. Infelizmente, o sonho de voltar com glória a pátria-mãe acaba não se realizando para Haru e sua família, como não se realizou para a maior parte dos japoneses que desembarcaram no Brasil naquela época, e Haru e Natsu acabam afastadas por anos sem notícias uma da outra. Não vou contar os detalhes da história. Para quem interesse, aqui a página da Wikipédia da série, e aqui uma matéria sobre o assunto.

Haru e Natsu foca muito na história de Haru no Brasil, o trabalho árduo e quase escravo nas fazendas de café, com pagamento escasso e condições de vida precárias. O preconceito dos brasileiros em relação aos nipônicos (e vice-versa), principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, o constante desejo de voltar a ver o Japão uma vez mais da família de Haru, e a ascensão da cultura nipo-brasileira. Essa série é fantástica para quem não conhece muito a história fantástica da imigração japonesa no Brasil, e deseja se aproximar um pouco mais do tema. 


Não, a série não é perfeita. Há todo o dramalhão de novela e as interpretações caricatas de alguns personagens (principalmente brasileiros), mas que não desmerece seu grande valor, abordando um assunto que gostaria que fosse mais lembrado: o grande esforço dos nipo-brasileiros para chegarem onde chegaram. Quando a maior parte de nós nasceu, o Japão já era uma grande potência mundial e os nipo-brasileiros uma comunidade muito bem estabilizada. Muitos esquecem que o que os levou aí não foi a "inteligência asiática nata", ou alguma vantagem milagrosa que saiu sei-lá-de-onde, mas o sacrifício feito por nossos pais, avós e bisavós, que trabalharam tanto quanto qualquer outro imigrante no Brasil para que hoje tenhamos a qualidade de vida que temos. Foi difícil para a maioria dos imigrantes, que chegaram sem dinheiro ou recursos, e os japoneses não são exceção.

Chorei 20 litros de lágrimas vendo essa minissérie. Na verdade, chorei 5 horas seguidas durante praticamente os 5 capítulos inteiros. Como mestiça de pai japonês e mãe brasileira, tendo sido criada por uma rígida Oba-san nipônica, não pude deixar de reconhecer nessa série partes da história da minha própria família, e que com certeza corresponde a fragmentos da vida de tantas outras famílias nipo-brasileiras. A série trata inclusive de assuntos como os primeiros casamentos entre japoneses e brasileiros e os preconceitos que existiam contra essas uniões. Preconceitos esses que eu mesma pude presenciar durante a infância e que me tirou lágrimas ao ver serem representados em uma série de TV.

Fico muito feliz e emocionada em reconhecer tantos elementos da minha própria origem sendo contados em formato de série.Tenho muito orgulho de ser nipo-brasileira, de ser mestiça. Muito orgulho de ter sido criada entre duas culturas tão ricas e fabulosas, que aprenderam uma com a outra e prosperaram juntas, e espero um dia me tornar uma pessoa digna o suficiente para honrar esses dois mundos espetaculares e que me deram tanto do que sou. Eu recomendo essa minissérie a todos! Só preparem os lenços de papel.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Música: True Colors


Sem muito tempo para posts, mas vim deixar um vídeo lindo que encontrei hoje com a Leona Lewis, Mika, Alan e Kana Nishino. É um cover de True Colors da Cyndi Lauper. Muito calmo e reconfortante.

Gosto de ouvir cantoras japonesas cantando em outras línguas. Não forçam tanto a voz para deixá-la mais fina, algo aparentemente comum entre algumas nipônicas ao falarem e cantarem, e uma peculiaridade linguística que me irrita consideravelmente.

Lindos timbres. Espero que gostem do vídeo.

I see your true colors...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Country Roads

Hello darlings!


Essa é uma versão em italiano lindíssima de minhas cenas preferidas de Whisper of the Heart da Ghibli, além de ser uma cena que me toca muito em geral. A música nessa cena é uma versão de Country roads do John Denver, que também é tema do filme.


Esse filme é um romance fantástico e envolve livros, gatos, antiguidades, sonhos, coragem, histórias, fantasia e coisas sutis da vida. Country roads combina em todos os aspectos com ele, já que fala sobre a saudade de casa e das coisas simples, que no final são as que nos fazem mais felizes.

Semana passada estive em Araraquara e São Carlos no interior de São Paulo (postarei sobre depois), e depois da experiência fantástica que foi visitar essas duas cidades essa música passou a ter um significado muito maior para mim, como se de alguma forma eu pudesse me transportar para esses lugares tão amados ao ouvir sua melodia.

Country roads take me home
to the place I belong...

domingo, 29 de abril de 2012

Música

Hello darlings!


Recebi um request por Twitter (da @afraidofcrowd_ ) para montar um post falando sobre minhas preferências musicais. Muito obrigada pelo seu request! Resolvi organizar o post por estilos. Vou linkar o nome de cada artista a um clipe de uma música que gosto, além de postar alguns clipes aqui no post mesmo.


J-music/Asian music em geral

Kana Nishino, 2NE1, Anna Tsuchiya e Kyary Pamyu Pamyu são de longe as que mais gosto. Escuto alguma coisa de JUDY AND MARY, gosto imensamente de The Seatbelts e The Pillows. Eu até ouço uma coisa aqui e ali de Namie Amuro, Koda KumiTiara e Jasmine. Ouço Animesongs também. Costumo me interessar por artistas que tenham ligação com Gyaru ou que tenham um estilo mais puxado para o  alternativo punk ou sexy. Esse estilo motoqueira punk/punk fofinha revoltada realmente me envolve, hahaha! De enka minhas preferidas são Misora Hibari e a Sayuri Ishikawa. Confesso que não morro de amores por música asiática em geral, principalmente J-rock e K-pop, apesar de ouvir algo aqui e ali.

Com vocês Kana Nishino, Yuki Kajiura (da trilha de Noir) e RADWIMPS. Essa última banda inclusive tem um estilo meio folk muito gostoso.






Metal/músicas estranhas e derivados

Helloween, Sonata Arctica, Blind Guardian, Nightwish, Stratovarius, Within Temptation e Opeth estão sempre na minha playlist. Também gosto imensamente de In flames. Antigamente era mais inclinada a curtir Metal, mas de uns tempos para cá fui deixando, mas ainda ouço eventualmente Arch Enemy, Children of Bodom e outros. Desse cenário mais underground também ouço alguma coisa de Lacrimosa, Apocalyptica, Haggard, um pouco de Epica também e Tristania. Gosto muito de Metallica.

Helloween, Within Temptation e Linkin Park (sim, adoro Linkin Park)





Rock'n'roll e derivados

Elvis e Beatles, óbvio. Também ouço muito Black Sabbath, The Doors, alguma coisa de Deep Purple, Creedence, Kiss, Elf, Alice Cooper, Twisted Sister, Runaways e Janis Joplin. Ultimamente tenho descoberto Pink Floyd e tem sido uma experiência fantástica. Gosto imensamente de AC/DC também, Queen e algumas músicas de Velvet Underground e gosto muito de Led Zeppelin, mas confesso que conheço pouco. Fiquem com Velvet Underground, Black Sabbath e Pink Floyd.




Pop

Sou fã alucinada de Lady Gaga. Grande fã mesmo. Um dos meus maiores sonhos é ir a um show da Gaga. Gosto bastante de Beyoncé, Cyndi Lauper e Madonna. Como toda criança dos anos 90 amo Backstreet Boys e Spice Girls. Pop é aquela coisa: fácil de ouvir, não tem segredo. Eu ouço Britney Spears, Katy Perry, K$sha alguma coisa de Rihanna, Adele e todas essas cantoras que todos ouvem, só que fora Lady Gaga não vou muito atrás da discografia, curto as mais conhecidas mesmo. Cito Abba como Pop também, hahaha! Adoro Abba. Deixo com vocês com apenas um vídeo da Gaga cantando Jazz, fiquei encantada em vê-la tentando um estilo diferente do Pop. Não achei genial, mas é muito bom sim.



Música brasileira

Adoro Matanza, sério. Já fui a vários shows deles. De rock curto alguma coisa de Legião Urbana (naturalmente), Cascavelletes, Mutantes e uma ou outra música que ouvia durante a infância, mas não vou muito atrás. De Popular gosto imensamente de Carmen Miranda, que é inclusive uma das minhas maiores ídolas, também de Chiquinha Gonzaga. Cássia Eller, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia e Virgínia Rodrigues. Adoro Chico Buarque, Tom Jobim e Noel Rosa. Ah sim! E Demônios da Garoa (e consequentemente Adoniran Barbosa), óbvio! Hahaha! Deixo vocês com uma interpretação de Carmen Miranda em Lady in the Tutti Frutti Hat e com uma da Virgínia Rodrigues. De brinde uma versão fodástica de Negro Gato com a Marisa Monte.





Rockabilly/Oldies/Musicais/Jazz/Blues e outros

É poisé, hahaha! São muitos estilos diferentes, mas a verdade é que conheço um pouco de tudo e nenhum profundamente, então sou obrigada a compilar tudo aqui para dar espaço no post. Bill Haley, The Baseballs, Caravan Palace, Puppini Sisters e Brian Setzer. Adoro ouvir músicas cantadas pela Marilyn Monroe e pela Kathryn Grayson, adoro trilhas de musicais antigos como Hello Dolly e Singin' in the rain. De estilos antigos adoro Connie Francis, Edith Piaf e a Nancy Sinatra. Estilos mais puxados para Jazz e semelhantes realmente mereciam um lugar mais digno aqui, mas eu conheço pouco apesar de adorar. Gosto de Frank Sinatra óbvio, tenho ouvido muito Chet Baker, além de Amy Winehouse. Se blues gosto muito de Robert Johnson e Bessie Smith. Fiquem com Puppini Sisters, Hello Dolly e Chet Baker.





Country/Folk/Irish Music/Medieval Stuff músicas mais tranquilas em geral

Música com essência celta e irlandesa merece ser citada porque eu adoro! Flogging Molly, The Dubliners, The High Kings, Celtic Woman, Dropkick Murphys, Gaelic Storm. Puxando esse lado mais folk/cantiga/medieval cito Luar na Lubre, além de Mediaevel Baebes, Loreena McKennitt e Blackmore's Night. Gosto muito, muito, muito de folk, músicas que lembrem cantigas medievais e referências irlandesas. Acho que é o tipo de música que eu mais gosto, então por favor, quanto mais nomes melhor. Dessa parte mais country e country-ish Simon and Garfunkel, Johnny Cash e Bob Dylan óbvio, Norah Jones, The Civil Wars e ultimamente tenho ouvido alguma coisa de John Denver por influência do . Logo acho que começo em Willie Nelson também, hahaha! Além de estar para baixar Cowboy Junkies. Bê me influenciando.





Erudito

Eu amo música erudita, mas conheço muito pouco. Gosto principalmente de Mozart, Wagner, Bach, Villa-LobosJoaquin Rodrigo e Vivaldi. Gosto muito de Ópera. Tenho uma pequena coleção que desejo muito expandir, os títulos que possuo são: Die Zauberflöte, Madame Butterfly, La Bohème, Carmen, La Gioconda e Lohengrin (esse último está comigo, mas não é meu). Queria alguns títulos, principalmente Die Walküre, La Traviata e Tosca, mas vamos ver como fica. Eu tenho também minhas cantoras divas. Algumas delas são Cecilia Bartoli, Bidu Sayão, Natalie Dessay, Kathleen Battle Kiri te Kanawa, Sumi Jo e outras.

Deixo vocês com uma versão fabulosa de Sempre Libera da Ópera La Traviata por Sumi Jo, além de uma interpretação fabulosa da Natalie Dessay da Rainha da Noite (Die Zauberflöte).




Outros

Outros artistas que ouço, mas que estou com preguiça de classificar, hahaha! Anamanaguchi., Cascada, Cansei de ser Sexy, Daft Punk, The Dead Weather, The Dresden Dolls, Emilie Simon, Fiona Apple, Groove Coverage, Jack off Jill, Lenka, Maroon 5, Regina Spektor, Secret Garden, Sin with Sebastian, The Strokes, t.A.T.u, The White Stripes e 4 Non Blondes. Também ouço música latina como Lola Flores, Estrella Morente, Ernesto Lecuona e Paco de Lúcia. Por serem estilos absurdamente diferentes não vou postar vídeos.


É isso. Espero que tenham curtido. Obrigada por lerem o blog queridas e novamente obrigada pela request!

Adios.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Hello darlings!


Pensei muito sobre falar sobre isso aqui no blog. Decidi montar um post mais simples sobre o assunto, já que ainda é muito cedo para fazer certos tipos de declaração e prometi para mim mesma que seria mais reservada com assuntos pessoais.

Há algumas semanas conheci uma das pessoas mais incríveis que já conheci na vida, o Sr. Bê. Bem, já tenho ele adicionado em redes sociais há muitos anos, mas nos aproximamos muito recentemente e como resultado disso acabamos percebendo que acontecia algo além de amizade. Desde meu último término prometi ser cautelosa quanto aos meus futuros relacionamentos, principalmente por querer selecionar melhor as pessoas com quem namoro, mas como resistir a um homem que atende a todos os meus padrões de beleza, intelectualidade e caráter?

Beber cerveja boa no Greenwich

Não tenho nem como começar a descrever, parece que ele saiu de um conto de fadas steampunk pirata com toques psicodélicos. Nunca senti tanta conectividade nem me dei tão bem com alguém. Minha vida anda mudando completamente e antigos sonhos como viajar para fora e descobrir novos países e culturas estão mais próximos que nunca.

Nossos óculos (e uma moto vermelha)


As qualidades do Sr. Bê? Muitas. Bonito, gentil, cavalheiro, inteligente, calmo, paciente, cowboy, ótimo gosto musical, amplo conhecimento de cerveja, ama literatura, não chora com facilidade, cozinha muito bem, elegante, gosta de andar, aventureiro, curioso e ainda para completar fala muito bem inglês. O fato dele colecionar discos de vinil, ser louco para viajar e não se importar em usar minha caneca de Hello Kitty para beber café fazem dele o homem mais seguro e encantador que já conheci na minha vida. Takes my breathe away. Havia tempo que não conhecia alguém melhor que chocolate.

Coisas que dividimos

Desde o dia 11 de abril estou novamente comprometida, para onde as coisas vão ainda não sei, mas seja para onde a Roda Viva me levar nesse momento sou a mulher mais feliz do mundo, e esse momento vale o mundo. Obrigada mundo por tudo. Obrigada pelo Bê.

E assim eu e ele viramos O Rei e a Rainha de Marte, Cap. Fitzgerald e Cupcake Chilla, piratas espaciais desbravando novos planetas, saqueando carregamentos de cerveja, livros e chocolate e curtindo um jazz maroto. Deixo vocês com algumas músicas que ele me apresentou e que eu simplesmente adoro:

Forever young - Audra Mae (Bob Dylan cover)




You don't know me - Norah Jones (Willie Nelson cover)






Desejem-me sorte nessa nova fase fantástica!

Adios.

terça-feira, 27 de março de 2012

Kana Nishino

Hello darlings!

Quando comecei em Gyaru tinha pouca experiência com maquiagem ou cabelo, chegava a passar mais de cinco horas na frente do espelho tentando produzir um look digno. Kana Nishino me inspirava a continuar e não desistir do meu sonho de colocar Gyaru em prática.


Todos temos aquela música, aquela imagem, aquela modelo que nos inspira dentro de nossos estilos e nos faz querer melhorar sempre. Kana Nishino é isso para mim. Quando estou desanimada com Gyaru ouço suas músicas, então a mágica acontece e lembro o quanto eu amo não apenas Gal, mas J-fashion. Lembro que não importa se existem pessoas que me coloquem para baixo, que apontem para mim na rua e que estranhem minha escolha de usar roupas tão incomuns no contexto brasileiro.

Enquanto houver inspiração para que eu continue usando o que eu amo eu vou continuar. Kana Nishino, obrigada por me fazer sentir assim.

Adios.